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Cádiz, cidade tranquila, serena e relaxada, muda de forma radical durante o Carnaval. Todos os anos por alturas de Fevereiro - Março solta-se a sátira, a ironia, a vontade de brincar e, mais que tudo, a chalaça gaditana, que existe em grande quantidade e, sobretudo, é única. Toda a gente gosta. O Carnaval de Cádiz recebe visitantes de todo o mundo, dispostos a unir-se à festa. Alguns não chegam a tempo de encontrar alojamento, mas isso não é impedimento. Os visitantes optam por não dormir durante toda a noite e vários acabam extenuados na praia ou num banco de jardim.
O Carnaval de Cádiz está entre os três maiores do mundo. Apenas os carnavais do Rio de Janeiro e de Trinidad parecem ultrapassá-lo. Teve o seu início no século XVII. Veneza e Génova organizavam celebrações carnavalescas anuais que eram já algo decadentes e Cádiz decidiu adoptar e engrandecer esta festa.
As tripulações de barcos espanhóis que viajavam para a América voltavam não apenas com ouro e prata, mas também com numerosas influências musicais que ainda permanecem vivas nas composições actuais.
O carnaval actual é uma fantástica mistura de flamenco andaluz, ritmos africanos, samba e outros sons sul-americanos. Todas as músicas e danças são benvindas (sempre que tenham bom ritmo e alegria, claro). Muitas vezes, os preparativos e ensaios do Carnaval em Cádiz parecem algo desorganizados e lentos, mas, no entanto, conseguem sempre chegar a bom porto, saindo tudo na perfeição.
Todos os espaços que sejam susceptíveis de ser usados têm a sua função durante o Carnaval. Os cenários montam-se em qualquer praça, dando lugar a espectáculos não apenas musicais, mas sim de qualquer tipo.
Há também um espaço reservado na Praça da Catedral para actuações de grupos musicais espanhóis. Para esta grande festa, costumam vir os melhores, sobretudo grupos de rock. Igualmente na Praça de San Juan de Dios, todos os dias tem lugar La Toronda, uma espécie de fogo-de-artifício muito barulhento... |